A INFORMAÇÃO ESCLARECEDORA NÃO DEVE SER RETIDA!
Terça-feira, Julho 27, 2004
Terça-feira, Junho 29, 2004
SÉRIE INTER-DITO 2004 - sobreVOANDO A SELVA URBANA - Óleo e acrílica s/ tela - DIMENSÕES MTDS. 50 X 50
...CORRA
...CORRA DEPRESSA CASO CONTRÁRIO A SELVA URBANA TE ATRAVESSA.
...CORRA
SOCORRA DEPRESSA CASO CONTRÁRIO A SELVA URBANA TE ULTRAPA'Ç'A.
SÉRIE INTER-DITO 2004 - sobreVOANDO A SELVA URBANA 3 - Óleo e acrílica s/ tela - Dimensões MTDS> 50 X 70
Afim de alçar vôos mais altos e mais nobres: "Compre e seja feliz!!!"
Acredite piamente na Selvação. Não se esqueça de que A Inquisição precisa de você.
Vende-se
Vende-si
Vem de si mesmo
Segunda-feira, Junho 28, 2004
Terça-feira, Junho 22, 2004
Quinta-feira, Junho 17, 2004
Pé-nsamentuS(2001/2003)
SÉRIE DE PINTURAS FEITAS COM TINTA OFF-SET S/ PAPEL CUCHÊ.
AS DIMENSÕES SÃO MTDS. 91 cm X 62 cm E VICE-VERSA.
Terça-feira, Junho 15, 2004
Terça-feira, Junho 08, 2004
PÉ-nsamentuS - Reflexões e Pesquisas(2001/2003)
SUMÁRIO
- BreveMapa Idéiativo à Plantação de Lua...............................................................
- Pé-nsamentus..............................................................................................
- Breve Histórico Idéiativo dos Pé-nsamentus de Plantação de Lua.......................
- O Caráter de Pé-nsamentus...................................................................................
- Relação do material com a idéia...........................................................................
- A cor em Pé-nsamentus........................................................................................
- Formas, Simbologias, Signos e Significados da Linguagem visual
de Pén-samentus.................................................................................................
- Reflexões
- Analogia em Pesquisa -fragmento
- Referências Bibliográficas....................................................................................
Breve Mapa Idéiativo à Plantação de Lua
Idéiativo(a): Expressão que remete aos potenciais da idéia/ Idéiatividade;
Lua: Satélite natural da Terra, símbolo que analogamente pode ser compreendido como: espelho, reflexo, satélite(simbologia de comunicação) – influência reflexiva(estímulo a comunicação com o espelho – reflexão, movimento de auto consciência, receptora e canalizadora de luz, consciência do ato de dar e receber( recebe Luz do Sol e dá pra os seres da Terra);
Plantação de Lua: Plantando reflexão sobre si mesmo, possibilitando assim a sua auto-avaliação. Plantação de Lua faz alusão a um estágio evolutivo mais completo do próprio ser humano. Inspira a semear o exemplo do caráter lunar.
- Plantação → muitas, em quantidade, em abundância.
- Lua(no singular) → espelho, valorização da singularidade, transformação singular, comunicação interior, plantação de auto-consciência; (influência nas marés/ as marés podem ser de água, de energia, afins e de astrais/ água é vida, o corpo é composto dessa substância a qual sofre a influência lunar/ a vida do tetra-corpo sofre influência de suas marés existenciais, nesse caso, equivale a altos e baixos*); Lua como mestre vital. Lua como exemplo a ser seguido/Inspiração e beleza. A lua inspira, não conheço ninguém que ache a lua feia.
* altos e baixos: similaridade com o movimento e as fases da lua;
- fases da lua → fases da vida, estados de consciência, de transformação consciencial do ente, reflexões cíclicas;
“FAZ-SE NECESSÁRIO PLANTAR LUAS PARA A REALIZAÇÃO
DE CONTATO PODÓLATRA TETRA-CORPÓREO.”
O atual estado do Ser humano é, o Ser-Terra, aquele que só recebe. Para tornar-se um Ser-Sol, aquele que dá e sempre tem e para o qual luz nunca falta, é preciso transformar-se em Ser-Lua, aquele que recebe e reflete passando adiante aquilo que recebe. Tal analogia está sustenta-se dada a devida observação, função e significação de movimentos e atividades de elementos compositivos do ambiente externo.
“PLANTEMOS LUA EM NOSSOS NÓS.”
SÍNTESE DE PÉ-NSAMENTUS
O QUÊ ?
-Representação idéiativa da locomoção das gestações inter-conscienciais do ente durante o processo existencial em que conscientiza-se e estrutura-se.
COMO ?
-As relações com o mundo são inter-conscienciais. Nossas gestações inter-conscienciais ocorrem devido ao processo geral de locomoção existencial. Através das ‘andanças’ do ente pelos caminhos a serem descobertos.
PORQUE?
-Contribuir para o desenvolvimento do discernimento necessário para a lúcida estruturação do indivíduo-singular.
OBJETIVO?
-Observar a realidade, para dela fornecer justificativas para sua compreensão.
Breve Histórico-Idéiativo dos Pé-nsamentus de Plantação de Lua
Pé-nsamentus é uma série inédita de 9 trabalhos realizada ao longo do ano de 2001. É uma técnica de mista de pintura com tinta off-set sobre papel cuchê. Os trabalhos medem 94 cm de largura por 64 cm de altura e/ou vice-versa.
Tomado por uma violenta depressão, Plantação de Lua, já com 18 anos, a beira da perda da lucidez, sente por inteiro que, a tamanha pressão da realidade humano-urbana tolhe-lhe as compreensões de seu universo interior, condicionando seu rumo à uma espécie de robotização existencial incutindo-lhe através da ‘cultura’, um padrão de sobrevivência que entra em conflito com suas indagações existenciais. Desde então carrega esse acontecimento idéiativo feito um ruminante.
Entorpecido por despertar num mundo condicionado, tendencioso, ignorante, inter-dependente, e aparentemente sem sentido, sentindo-se escravo da dúvida percebe a sua necessidade de estruturação existencial e espiritual, surge então o insight sobre a utilidade dos pés.
- Uma diferente forma de expressar o: da onde vim, a que vim, para onde eu vou, para onde caminhar, como caminhar e que caminho seguir?
“AOS 18 ANOS QUANDO ESTAVA ENLOUQUECENDO. PERCEBI QUE A REALIDADE PODERIA SER ENLOWQUESERDORHÁ.
RESOLVI NÃO ENLOUQUECER PARA APREENDER O QUANTO A REALIDADE PODERIA SER MINHA PROFESSORA.”
O CARÁTER DE PÉ-NSAMENTUS
O desenvolvimento do pensamento lógico racional também prevê como meta do homem, A resposta, para um sentido existencial autêntico. Tal busca permeia o Ser, sustentando ou desequilibrando sua capacidade de consciência.
“DAÍ O MOTIVO DE TAIS PÉS SEREM POR VEZES TÃO MAIORES DO QUE O CORPO, TAL IMAGEM VERSA SOBRE A PRESSA E OS LIMITES DE SE OBTER UMA POTENCIALIDADE ALÉM DO ATUAL NÍVEL EVOLUTIVO DO ENTE (LITERALMENTE), DEMONSTRANDO QUE CADA QUAL SUSTENTA AQUILO QUE PODE CARREGAR. BEM COMO SÓ LOCOMOVE-SE HABILMENTE PELO CAMINHO AQUELE QUE TRABALHA EM HARMONIA COM SUAS POTENCIALIDADES. ”A princípio o trabalho pode ser visto como egoístico e umbiguista, mas o termo correto é singularista, dado que para enfrentar tais realidades há a necessidade da estruturação per si em cada indivíduo – só mesmo respeitando os momentos do tempo e do espaço para adquirir o discernimento, só então, poder-se-á haver a construção de uma existência capaz de possibilitar a formação de uma singularidade autêntica, segura, forte, flexível e lúcida. Tal fato é o que torna o trabalho humanamente universal.
“AS MÃOS APARECEM NO PROCESSO PARA DAR ÊNFASE A REALIZAÇÃO DO PROCESSO EXISTENCIAL, ENQUANTO OS PÉS SUSTENTAM, AS MÃOS SERVEM PARA A MODELAÇÃO DA FORMA DADA AS FEIÇÕES.”
Alimentando-se da experiência o conhecimento surge no homem capacitando e aprimorando seu discernimento, conseqüentemente dinamiza as suas capacidades de argumentação e posturas frente aos fatos existenciais latentes, tornando-o mais apto a lapidar a sua compreensão de mundo. Esse aprendizado realiza-se através de vivências e ensinamentos, muitas vezes de ordem singular, trata-se de experiências consideradas como caminhadas, jornadas, ‘andanças’ multidimensionais através do universo a ser descoberto, realizadas mutuamente por nossos veículos perceptivos, os tetra-corpos: o físico, o psíquico, o emocional e o energético.
“NOSSOS PÉS SUSTENTAM A ESTRUTURA DE NOSSO CORPO FÍSICO, ENQUANTO QUE,
NO MUNDO DAS IDÉIAS, SOMOS SUSTENTADOS PELOS NOSSOS PÉS PSÍQUICOS
OU PÉS IDÉIATIVOS E ASSIM POR DIANTE.”
No caso de Pé-nsamentus a observação e a analogia fazem-se presentemente necessárias. Assim como a argumentação lógica necessita e busca bases para sua sustentação. Há refletido no universo visível tanto quanto no invisível, tanto no concreto como no abstrato, predisposições, probabilidades de soluções, explicações e similaridades de idéias, ou acontecimentos de caráter idéiativo.
“OS PÉS DE QUALQUER ORDEM FUNCIONAM COMO FERRAMENTAS,
CUJOS POTENCIAIS EXISTENCIAIS SÃO OS RESPONSÁVEIS
PELA SUSTENTAÇÃO DAQUILO QUE SOMOS.”
Estamos sedentos de uma autenticidade cognitiva sensível e lucidamente consciente, rumo a sustentação do sentido do mundo e de nossa existência, baseadas em experiência, informação e reflexão. No trabalho tal estruturação nunca é a ideal devido ao non sense de se saber qual é o referencial estrutural exemplar. Por isso o personagem de Pé-nsamentus, o indivíduo-singular, aparece em constante andança e mutação.
“OS PÉS SÃO NOSSOS VEÍCULOS CULTURAIS E NOSSOS MESTRES EVOLUTIVOS.
SUA SUSTENTAÇÃO, SEU EQUILÍBRIO, SUA BASE, SÃO A IGNIÇÃO, A RAIZ E A MORADA DO ESCLARECIMENTO EXISTENCIAL.”
RELAÇÃO DO MATERIAL COM A IDÉIA
Tais Pinturas realizadas sobre o papel cuchê brilhante, papel que tem propriedade reflexiva, relacionam-se com o nosso papel existencial que é refletir e lidar com nossas ‘pinturas psíquicas’ sobre os dados acerca da realidade, afim de, estruturarmos nossas convicções para aprimorarmos nossa adaptabilidade e dinamizarmos nossa compreensão existencial.
Para que tal estrutura seja composta a ‘BASE’ [sócio-indivíduo co-relacional necessita de “LUZ”, francamente representada pelo suporte brilhante na cor Branca. Tal analogia comporta a poética da iluminação.
O tratamento clean reforça a tendência à suficiência da organização estrutural.
A tinta off-set, é uma tinta impregnante, luminosa e de alta resistência. Tais propriedades sintetizam as relações de execução da obra, sendo: o impregnante ligado a impregnância da sensação existencial ou fardo idéiativo, carma,... - a propriedade luminosa, como linguagem é aproveitada para fins de reflexão do ente e do reflexo das coisas sobre nós e vice-versa - a alta resistência é relativa, pendendo para a ambigüidade, de quem ou o que persiste, bem como a poética do caminhante que persevera resistir.
O geometrismo das imagens faz menção à busca de perfeição existencial, o que faz com que o redor e a forma de tais pés seja multidimensional e esteja simetricamente em escala. Por referir-se a outros tipos de pés além dos pés físicos, os pés, Pé-nsamentus expressam os caminhos singulares de uma coletividade, e o grau de inexpressibilidade co-relacional somados aos desejos e vontades de compreensão.
Devido as conclusões que serão expostas foram adotadas molduras, enquadramento, cerceamento da obra, na cor prateada por motivos reflexivos e para sugerir flertes com a desperticidade.
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A analogia entre a estruturação através de um pensamento lógico e nossos pés físicos(estrutura que suporta e carrega nossos veículos expressivos).
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A COR EM PÉ-NSAMENTUS
- Prata: cor não encontrada na natureza, necessita de manipulação para ser processada, assim como a espiritualidade – cor espiritual e naturalmente reflexiva devido a seu caráter espelhado, induz o “ver-se a si mesmo.”
*Tais cores exercem relações entre o yin e o yang e sua função de complementariedade existencial³:
- Relação de complementares:
- Alaranjada: força hiper-ativa, atividade da modelação da estrutura;
- Azul: agente auto-regulador da força hiper-ativa;
- Violeta: cor de baixa freqüência - cor espiritual que na filosofia hindu representa o chacra do topo, o chacra da iluminação;
- Amarela: em decorrência da representação proposta pelo violeta, contrasta com a necessidade divina;
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* Momentos monocromáticos aludem a uma profunda e intensa interiorização(8, 9), momentos complementares remetem a estabilização e ao equilíbrio(1, 2, 3, 6 e 7). Em contrapartida as policromias aludem aos momentos de exteriorização(4 e 5).
- Preta: neutralidade e existência do que está encoberto, bem como a separação do que ainda não é;
- Branca: é o referencial do objetivo, a estruturação dos Pé-nsamentus;
³ Tao Te Ching – Lao Tse/ Introdução ao zen budismo - I
FORMAS, SIMBOLOGIAS, SIGNOS E SIGNIFICADOS
DA LINGUAGEM VISUAL DE PÉ-NSAMENTUS
Pé: base, estrutura, ferramenta que possibilita locomover o corpo, o pé é a poética, sua multiplicidade apresenta-se em vários níveis de estruturação;
Dimensões: dos pés reforçam a idéia dos níveis de estruturação;
Mão: quando aparece é resultado da trajetória do caminho, quando eventualmente ‘enfiamos os pés pelas mãos e vice-versa’. É a ferramenta que modela... - Aparece sempre esticando, puxando e ‘prendendo’ o conteúdo ‘cerebral’.
Cérebro: local de armazenamento da informação representado por uma linha, a qual alude a linha de raciocínio, a linha de estruturação.
Analogia em PESQUISA CIENTÍFICA fragmento
Essa jornada vem desde a Plantação de Lua (1998) rumo aos Pé-nsamentus (2001), sendo que o resultado da série Pé-nsamentus é a síntese das experimentações de Plantação de Lua no campo da observação da existência.
Toda busca, toda descoberta, toda viagem à intimidade nebulosa de nossas vidas (ou ao profundo magma da terra) traz um componente desafiante e assustador: a inevitabilidade de esbarrarmos com as lavas incandescentes de nossa história pessoal, cuja formação esconde monólitos muitas vezes intransponíveis, e que, para detoná-los, impõe-nos uma penosa e catártica transposição.
Partindo da idéia de formar uma estrutura para suportar a realidade. Fui levado a fazer analogias dos nossos pés físicos (estrutura que suporta e carrega nossos veículos expressivos) com a estrutura que sustenta esses veículos expressivos. O primeiro passo foi observar qual a natureza da intrínsecabilidade de tais veículos expressivos. E que tais veículos de navegação existencial ‘caminham’ cada qual com suas estruturas e pernas-motivos. A razão apareceu-me como sendo um veículo. O intuitivo sendo outro. Nesse ponto lembrei-me de um koan chinês: “Você pensa o que sente, ou sente o que pensa?”. Respondi que cada um responde a própria faculdade, e de alguma maneira (em)prestam-se uma dada conexão intrínseca. O fato é que apercebi-me das limitações de ambas, justamente por ambas serem o que são, nesse ponto também erigiram analogias sobre as diferentes formas com que os indivíduos encaram e percorrem a existência. A idéia de adaptação e de respeito a própria natureza e conhecimento da própria essência, é principalmente reforçada pela percepção dos próprios limites. Os budistas falam de um conhecimento “relativo” e de um “absoluto”, ou acerca da “verdade condicional” e da “verdade transcedental”Ω. A filosofia chinesa, por seu turno, sempre enfatizou a natureza complementar do intuitivo e do racional, representando-os pelo arquétipo yin e yang. O desenvolvimento e a expansão apenas tornam-se possíveis através de tais (inter-)conexões. Se tais conexões influenciam a percepção das estruturas, essa natureza complementar de conexões formam um novo Eu.
Tendo concluído essa fase inicial, conceitos como o da Piada Cósmica: “Você é o seu EU Superior”, presentes no livro Êxtase – A chave para a dimensão espiritual de Cris Griscom, correm paralelamente com os conceitos de C.G. Jung expostos em seu Passado, Presente e Futuro em que mostra a necessidade de individuação de cada ser humano e as influências do condicionamento da sociedade e dos meios de massa sobre a dinâmica dos processos de consciência dessa individuação – “ A soma de um milhão de zeros não chega a gerar um.” Ω
Tais esclarecimentos tiveram notável influência sobre o processo criativo de Pé-nsamentus, inspirando a análise sobre conteúdos e informações e seu poder de influência sobre as convicções de um indivíduo em sua obra de vida, e permitiram a elucidação sobre o fator cultural como agente condicionador do espírito humano o que justifica a representação pictórica de um indivíduo sem identidade. Tais influências culturais provam e mostram que pé-nsamentus é uma obra incompleta e inacabada no sentido de que uma cultura humana detém padrões valorativos em detrimento de outra cultura, e isso poda a compreensão de uma outra realidadeΩ, isso é limitar-se. mas terminada quando se trata da máxima quem acredita no que quer acreditar pode acabar enganando a si mesmo, da onde se conclui que a autenticidade está mais próxima do eu do que verdade sobre mim.
E que saída mais teria um Ser-existência limitado?, Acontece o que acontece por incapacidade humana de armazenar certos conhecimentos ou por desconhecimento? Defendo que o humano ainda é demasiado humano para desprender-se de uma cultura bairrista e territorializada. Nietzsche defende em sua filosofia a auto-superação, onde afirma que o homem é vontade de potência e que essa vontade de potência é a saída para um ser limítrofe. Ω - Freud afirmava que o futuro de uma ilusão é perdê-la, o que por si só é lógico. Por outro lado o desconhecido aos poucos vai sendo descoberto podendo também ser somados a esses conceitos a natureza do mundo subatômico descoberta pela Física Moderna, o racionalismo empírico contido nas ciências da Conscienciologia e Projeciologia do professor Waldo Vieira, que expressam a quebra de um paradigma existencial na qual afirmam a continuidade da consciência fora do corpo físico, e defende como uma de suas máximas a adoção da cosmoética (ética cósmica) como forma de evolução existencial : “ Não acredite em nada do que aqui dentro seja dito como verdade,. Tenha suas próprias experiências”.
Tendo aqui exposto tudo o que se deu, várias conclusões sucedem novas reflexões, e o caminho do indivíduo singular é estruturado pelo nível de seu discernimento, e pela possibilidade de sua força interior investigar os mistérios desse universo.
dado que o caminho Plantação de Lua surgira durante um sonho lúcido, ou mais conhecido como viagem astral. Segundo a psicologia, até mesmo em Jung tal fenômeno é uma forma de hipnose auto-induzida, “mergulho no inconsciente”, tal experiência foi a mola propulsora que culminou nas investigações sobre a natureza do fenômeno e na pesquisa de tais obras. A partir daí a compreensão de estruturação individuativa
Talvez pela impermeabilidade a valores que não se enquadram nos cânones sagrados da técnica expressiva convencional, esse ‘solo’ infinito pode proporcionar uma boa acolhida aos leitores e espectadores, aliás, a mais exigente camada de consumo de bens culturais e que neste início de século não quer saber de formulações políticas (ou literariamente) corretas e prefere a visão impactante, de ruptura e desconstrução da arte, a um acomodado padrão de percepção estética do mundo em que vivemos. É por esse prisma que devemos ler, ver e entender a (des)concertante viagem ao ‘solo’ (in)fértil dessa exposição dos Pé-nsamentus de um ente Plantando Luas.
A receptividade para os insights é singular e inalienável, bem como, os discernimentos, as valorações, e o entendimento sobre o que é ou o que não é ARTE. Assim como qualquer conceito de espiritualidade é puramente humano.
***
Os pés são a base, a base fixa-se no plano, faz-se necessário erigirem-se pilares para sustentação da estrutura seguinte, que é o príncipio ativo, a energia da criação.
Referências Bibliográficas
ΩO O TAO da Física/ O ponto de mutação/ A Teia da vida – Fridjof Capra – pág.
Ω passado, presente e futuro – c. g. Jung – pág.
Ω conceitos reflexivos como o proposto no filme the matrix – flertam com a limitação cultural, quando Morpheu oferece a Neo duas pílulas, uma delas sendo tudo o que você quiser acreditar, e outra sendo, apenas a verdade – frame xx:xx
Ωnietzsche - Humano demasiado humano/ O bem e o mal/ Al´pem do bem e do mal/ Genealogia da moral
- I ching - Richard Wilhelm
- O mal-estar na civilização - FREUD
- O livro dos espíritos - Alan Kardec
CONCLUSÃO
Lapidar o próprio humano.
O passo seguinte são as gestações inter-consciencias, tanto em sua adoção como em sua concepção.
Intersecção do ponto de(interrogação) com o ponto de(excalmação
os atos do ente enquanto lapida seu espírito servem de exemplo aos observadores 'alheios', referências co-relacionais rumo a cosmoética. Somos filhos do nosso tempo a enfiar os PÉS pelas mãos. Liberdade não há para os filhos de tendências, restando-lhes serem sobrepostos ou assassinar o tabu dos pais...
Menssagem Psicografada na UFU
QUE RAIVA É ESSA? (2001){3:37}
Texto psicografado na UFU(pirâmide)-------------------Pseudônimo: Plantação de Lua
*Esse escrito virou música, que foi feita, lida e tocada na íntegra
QUE RAIVA É ESSA??????
QUE QUANDO RAIA
RAIVA PORQUE HÁ PRESSA
QUE RAIVA É ESSA????
QUE QUANDO RAIA TARDA NA PRESSA
LÁGRIMA DE UM SÓ ÓDIO
QUANTAS LÁGRIMAS VALEM O FATO DE SUPOSTAMENTE TER AMADO?
CHORASTE POR TER ACHADO
ACHADO QUE AMOU
ODIASTE POR NÃO TER DESCOBERTO
O QUE É AMAR
QUE RAIVA É ESSA???
QUE TANTA RAIVA PARTA DEPRESSA
QUE RAIVA É ESSA??
QUE QUANDO RAIA TARDA NA PRESSA
QUE RAIVA É ESSA?
QUE TANTA RAIVA PARTA EM PAZ
Segunda-feira, Junho 07, 2004
Conto do livro ABSURDOS ABCEGOS ABMUDOS de Plantação de LUA
AP-ARTE2004
A variação do câmbio do meu significado gerou uma crise. Como um cânone, estou em dia com meu atraso, faço o possível para desfocar, desfigurar, descompassar o fuso-horário das predispostas minhas obrigações sociais. No processo de civilidade descumpro a maioria dos prazos, e ando comendo pipoca rosa diante duma platéia de engaiolados, não que eu não o seja, mesmo serrando as grades as asas não crescem. A diferença é que é uma constante queda livre.
Sabe aqueles que utilizam o relógio para determinar a liberdade da vida, e por vezes perguntam: você sabe que horas são? A vizinhança canina late. O leite ferve e derrama. O fogão está sujo de novo e mais uma indispensável necessidade também chamada você precisa ter é gestada pelo mercado. Lavo minha própria louça e você não a lava porque você precisa ter uma empregada. Se utilizo o tempo para os afazeres básicos da casa sou do lar, no entanto do meu contrário não me vem dólar. “A obrigação mínima do Sir. é retribuir” mas como não quer fazer aquilo que por vezes por questão de segundos resolveriam, deixa a sujeira debaixo do tapete ou por qualquer aí e.... O lixeiro varre a rua do vosso lixo, um conhecido de vista não tão conhecido assim passa e diz "Bom dia" e ele responde "Oi tudo bom? Boa tarde", é tão raro o diálogo se estender que a atenção se ressente, até mesmo esquece-se, que o fulaninho de vista ironiza dizendo "Para mim é bom dia", enfim...um breve encontro onde a coerência não é aplicada e onde a convivência é assassinada antes mesmo do saber "quem vem do lado oposto?" Ai umbiguista não basta compreender o "BOA". Perde-se a fluidez, por conta de um detalhe vazio.
Saio para caminhar, sinto-me mal, defronto minha vizinha versada na arte de contar causos alheios, ele avalia-me, com o dom adquirido em trinta anos de solidão desde a dessoma do marido, recomenda-me um médico ou um remédio desses que tem em qualquer..., percebo que os sintomas tem origem no estranho ritmo serpentiado daqueles que acordam as seis e chegam em casa por volta das sete somados ao daqueles enrugados pelo tempo mais os esbeltos nada espertos que tudo sabem sobre ejacular precocemente sua euforia de viver. Vê-los me faz lembrar de quando domingo tinha cara de domingo, segunda-feira cara de segunda-feira. Recomeço a vomitar devido a cara de quarta-feira que resulta deles. Ééééééé... é o meio, ééééééééé o meio...
Conto de abertura do livro ABSURDOS ABCEGOS ABMUDOS de Plantação de LUA
SOLO (IN)FÉRTIL(2003)
Ontem tive relações sexuais carnais com minha mãe e é claro, não calo os sentidos para o valor de estar existindo, sendo constrangido no mundo sem sentido em que estou existindo. Oh, oh, sagrada madre, sacros foram todos os jatos espermados sobre qualquer estado de sua natureza humana.
Tarado, ontem realizei um sonho. Incontrolável, ontem tive a nítida sensação de flutuar incessantemente, uhhhh, de noite até de manhãzinha, sei que desse espaço que ocupo manifestei algo além da teoria, assassinei um tabu. Sei bem que, conclusões nas quais creditamos sentido tornam-se reflexos mântricos de nossas posturas conceituais. Estruturas do concreto obsoleto ejaculadas pela cultura.
Ontem foi ontem e hoje é o amanhã de ontem, os reflexos de meus condicionamentos ainda me tecem e ainda não consegui deixar de estar náufrago – encontro aqui um ‘iceberg’ guiando-me como um julgador e como um consolador, sou qualquer coisa de intermédio e acomodo-me com uma resposta humana possível: “Sou grato. Sou grato pelo que sinto e tenho AMOR por estar existindo sem sentido nesse mundo em que estou inserido”. “Sou grato. Sou ingrato pelo que sinto e tenho AMOR por estar existindo sem sentido nesse mundo em que estou inserido”. “Sou ingrato. Sou grato pelo que sinto e tenho AMOR por estar existindo sem sentido nesse mundo em que estou inserido”. Déjà-vu ela...e aquela luz no horizonte, viria da selvação? – mas só agora, comigo e mamãe nesse estado.
Sinto um profundo arrepio(AR-rrrrrreeee- PIU-PIU-PIU-PIU-PIU). O bom filho a casa (en)torna.
Sexo, uuuuuuuh, sexo selvagem entre seres civilizados, sexo civilizado entre seres selvagens, sexo.oh.s, sexo.oh.s, sexo.oh.s........., sexos, oxes e sempre – SEXO: gerados então por relação sexual podemos classificá-las como: simples, puras, efêmeras, de alma, de coração, de tesão, forçada, fantasiosa, social, necessária, casual, mental, formal, informal, amorosamente afetiva(como negar esse sentimento entre pais e filhos) além de que, o repudio se faz, mas, mesmo ‘Eva’ ou qualquer um daqueles primitivos fêmeas que lhe vier a mente transaram numa dessas formas com um ou vários de seus filhos(as) e resultou nisso que poderia chamar-se de: ‘Nós’.
“Costumamos falar dos nós dos outros.
Dos nós soltos, dos nós entrelaçados.
Enquanto isso, fazemos nós em nós.
Quem é o engolidor de nós?”
Nossos humanos e selvagens progenitores davam sinais de inocente espontaneidade e ignorância tanto quanto os de hoje em dia pertencentes a Idade da Conterespontânea Ignorância Moderna, está certo, era preciso sobreviver e perpetuar a espécie e um ‘mal’ fez-se necessário para Nós, a evolução de um sentimento e senso moral deu vazão a globalização de uma notável faculdade humana: o esquecimento.
Graças ao comprometimento desses níveis de esquecimento: a mãe tornou-se sagrada, intocada, impenetrada, por ela devotaram e evocaram respeito, sendo que respeitá-la é não fazer sexo com ela, nesse momento Eva está a revirar-se no caixão, assim como Judas no purgatório, e diz...(coitada vamos deixar para lá, pois ela não tinha conhecimento da extensão de seu ato) concretiza-se aí o horrivelmente maravilhoso totem de um credo fantasmagórico, o sentimento moral que cuspiu no prato em que comeu e que foi comido¹. Quem é o engolidor de nós?
Ahhhhhhhhhhrrrrrrrrrrrrrr – emocionaria-me vê-los esquecerem-se dessas posturas de superioridade, de sua mecanização, de sua aparente felicidade, de sua..., assim como esquecem-se de dar amor e respeito às putas e aos putos com quem transam, assim como esquecem-se de dar valor e respeitar o próximo, assim como esqueceram de olhar para cá..., esqueci que minha mãe era minha mãe e ontem ela foi apenas um ser humano do sexo oposto pelo qual senti tesão para aliviar a humanidade de minhas tensões.
Há vários sentidos que explicitam o AMOR de estar existindo sem sentido num mundo inexpressível que ainda não me pode ser apreendido. Um deles é apesar dos pesares gostar de existir, outro é o amor que cedo a certas esferas de respeito. Ou seria, o respeito que dou a certas esferas do amor? Enfim, percebo uma ponta do nível de predisposição do meu amor pela humanidade.
Assim como amam a necessidade de satisfação de suas necessidades - o que os tubarões daquele navio e as cobras da Terra não atreveriam-se a fazer, náufragos com sua mãe por quase 1 ano numa ilha deserta? – Certamente, fraterna e saudosamente trocariam suas necessidades. O pior é que podem me absolver e compreender que dada as circunstâncias, fi-lo por insanidade, poderia até isso argumentar para voltar e melhor poder conviver com a nossa raça, em qualquer um dos casos a coragem sísmica seria. Só que foi e é justamente devido a coerência de tais circunstâncias que pude perceber o valor do AMOR e violentei a humanidade através de minha mãe.
A energia da criação contida no ato sexual foi e permanece violentada. No caso a moralidade humana passou a ‘respeitar’ os irmãos de graus mais próximos, a partir do terceiro grau em diante não se é mais tão irmão assim. O fato é, alguns realmente são primos, mas a grande maioria, senão todos, são irmãos. É plausível a argumentação de que a sacralidade materna é consequência de um AMOR respeitoso pela fonte originária de Nós. Cabe ao terreno ‘AB...’ indagar-se, assim como eu, sobre os motivos e predisposições do Amor Respeitoso que temos por nossas raízes.
¹comeu e comido pedem aqui um amplo leque de degradês interpretativos de rememorações e de usos vulgares;











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